Rachel tentava entender o que estava acontecendo, mas tudo parecia um borrão. — O som do motor, o choro desesperado de Roxy e o perfume enjoativo do couro novo se misturavam à sensação sufocante de pavor, desorientando-a ainda mais. — Ela mal conseguia respirar.
— Ao seu lado, um homem de voz rouca e fria não a olhava, apenas repetia em tom firme: — Fique calada e quieta, e nada acontecerá com você nem com a criança.
—Tremendo, com o coração disparado, Rachel perguntou: — O que o senhor está fazendo?
Quem é você? Sua voz mal conseguia sair.
—O homem não respondeu; em vez disso, puxou uma venda escura do bolso e a colocou com força sobre os olhos dela.
— Eu disse para ficar quieta!
— sibilou entre os dentes. — Não tente tirar a venda, ou suas mãos e a criança sofrerão as consequências.
O instinto materno falou mais alto, Rachel envolveu Roxy com os braços, protegendo-a junto ao peito.
—A menina chorava, soluçando, e o som do chor