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300 anos antes...
Ano de 1726.
Fechei os dedos ao redor da barra fria do portão do jardim. O vento trouxe o cheiro da terra úmida, meu estômago se revirava. Por um instante eu estava no jardim ouvindo o canto dos pássaros que gorjeavam a distância. Estava ali outra vez.
A espera dele.
Esperando o homem que amava e esperando a lua que iluminava nosso amor, a testemunha fiel da consumação daquele laço que sabia ser eterno. E agora em meu ventre existia a prova de que dois mundos podem se misturar, pelo poder incorruptívelb do amor.
O sol começava a se esconder atrás das árvores e eu passei a mão pelo meu ventre, como um gesto instintivo, algo novo pra mim. Meu coração batia tão rápido pela expectativa de ver logo Alexander. Matar a saudade e contar-lhe tudo. De como estava feliz e que o amava muito. Meu querido Alexander sempre chegava no horário, sempre!
Mas algo