À noite, Henrique aguardava Aurora na recepção do hotel. Quando a viu surgir no fim do corredor, soube, com uma clareza quase desconcertante, que não estava preparado.
Aurora vinha como se a luz tivesse aprendido a andar.
O vestido amarelo, longo e de tecido líquido, escorria pelo corpo em linhas suaves, moldando-se sem esforço, como se tivesse sido desenhado diretamente sobre a pele. A gola alta deixava os ombros nus, elegantes, e o tom não era chamativo — era quente. Dourado. Um amarelo d