Aurora chegou à empresa mais cedo do que o habitual.
Não por obrigação.
Por hábito.
A chuva da noite anterior já parecia distante, mas algo nela ainda não tinha se reorganizado por completo.
Passou pela catraca, cumprimentou a recepcionista e seguiu até sua mesa. Abriu o notebook, organizou a agenda do dia, revisou os e-mails.
Tudo normal.
Quase.
— Bom dia, Aurora Boreal.
Ela levantou o olhar.
Henrique estava parado ao lado da sua mesa, impecável como sempre. Terno escuro, post