Aurora apoiou as mãos no parapeito gelado da varanda lateral, sentindo o vento da noite dissipar o calor do salão e aliviar o peso das atenções. O murmúrio distante das conversas, o tilintar de taças e a música refinada pareciam pertencer a outro universo. Ali, sozinha, ela finalmente encontrava um instante de paz.
Passos suaves soaram atrás dela. Não precisou se virar para reconhecer quem se aproximava.
Henrique chegou devagar, preservando a delicadeza do ambiente. Parou ao lado, sem tocar,