A quietude do apartamento de Henrique parecia mais profunda do que qualquer música da festa.
A porta se fechou atrás deles com um som suave, definitivo. Aurora ainda sentia o calor das luzes do salão na pele, o peso dos olhares, o eco das palavras ditas e não ditas. Mas ali dentro, tudo se dissolvia.
Restava apenas ele.
Henrique não soltou a mão dela. Seus dedos permaneciam entrelaçados aos de Aurora como se aquele contato fosse a única coisa real depois de uma noite inteira de expectativas