Ruby Le Blanc
Raven apareceu no meu apartamento cedo demais para um sábado.
A manhã ainda tinha aquela luz pálida que atravessa as cortinas antes mesmo de o dia realmente começar. Eu estava de pijama, camiseta larga e shorts, o cabelo preso de qualquer jeito no alto da cabeça. O café na caneca já tinha esfriado enquanto eu rolava o celular sem prestar muita atenção em nada.
A campainha tocou.
Uma vez.
Duas.
Três.
Não foi aquele toque educado de quem espera ser atendido. Foi insistente. Nervoso.