Axel Morgenstern
Eu esperei o barulho da porta desde cedo.
Quando ela entrou, o sol da manhã já tinha perdido força, e Ruby parecia… desligada. Não era tristeza escancarada, nem raiva. Era pior. Um cansaço que não pedia explicação.
— Bom dia — eu disse, tentando soar normal.
Ela assentiu com a cabeça, largou a bolsa no aparador e seguiu direto para o quarto.
— Vai dormir? — perguntei.
— Só um pouco.
A voz saiu baixa, neutra. Sem cobrança. Sem carinho. Sem nada.
Fiquei parado no corredor por alg