A casa dele era exatamente como eu imaginava — grande demais, silenciosa demais, limpa demais.
Tudo ali parecia caro, calculado, controlado. Nada fora do lugar. Nada vivo.
Quem me recebeu foi uma mulher loira, elegante demais para ser apenas uma funcionária. Tailleur impecável, postura reta, expressão neutra. Parecia ter saído direto de um jogo de detetive antigo ou de um livro da Agatha Christie.
— Boa tarde, Srta. Le Blanc — disse ela, com a voz firme e sem emoção.
Meu maxilar travou.
— Stewa