Mundo ficciónIniciar sesiónMATT CORTEZ
Essa sexta-feira está de matar. Juro, às vezes só queria ser uma pessoa comum e esperar que a Semana acabe pra descansar e curtir o fim de semana. Depois que acabo de gravar uma longa sequência de cenas cansativas, tudo o que eu quero é comer algo num lugar bacana e normal. Eu sou uma pessoa simples. _ Falco, pode providenciar um boné e uma camiseta bem comum? Quero sair para comer algo. Falo com meu segurança e amigo, pois ele sempre arruma um jeito de conciliar tudo o que quero e preciso. E como de costume ele acena e já sei que posso considerar como feito. É claro que curto essa vida de ator. Respeito meus fãs acima de tudo, e sempre procuro tratar a todos de forma gentil. Pois sei bem que todos desse ramo de trabalho, devem tudo o que conquistam ao público. Só que às vezes, algumas fãs erram a mão e acabam perdendo o respeito pelo artista. E quando isso acontece, o jeito é fugir. Mas a maioria dos fãs nos tratam muito bem. Como previsto, saio do set de gravação as 20:00h, e estou louco de vontade de comer aqueles sanduíches que fazem numa lanchonete lá no bairro onde o Falco mora. E é pra lá que vamos. Claro que não avisei nada a minha agente, todas as vezes que falo com ela, aparecem várias fãs. Acabo por não me divertir, e ainda fico a noite toda distribuindo autógrafos . Saímos escondidos e quando estamos perto da lanchonete Falco sai na frente e vou logo atrás dele com o boné cobrindo meu rosto. Quando estamos na porta, escuto um "olha ele alí"! E pronto, já era meu lanche tranquilo... _ Matt, vem por aqui que vai entrar pela porta de trás que vai levar direto pela cozinha. Conheço o gerente, é meu camarada. Falco fala, já me encaminhando pelo caminho já conhecido por ele. Finalmente consigo chegar na cozinha e levo o maior susto quando uma mulher morena, pequena em relação ao meu tamanho ergue uma frigideira e está prestes a me acertar na cabeça. Ela parece bastante assustada, pois os olhos estão arregalados parecendo que vão saltar para fora a qualquer momento. E Deus, por favor, que seja real, pois nunca vi uma mulher tão linda. Veste uma camiseta, calça jeans e tênis . Um avental com a logo da lanchonete me faz entender que ela trabalha lá . Mas é tão linda... Sabe o sentimento de sentir falta de algo que nunca se teve? Acaba de ser substituído por "encontrei o que não sabia que procurava". Ela é linda. Já disse que é linda? Pois ela é. Linda E está prestes a me acertar na cabeça e .... Aí ! Linda! Linda e brava. _ Ai, isso dói! Desculpe invadir assim seu ambiente de trabalho, mas é que preciso ficar aqui por algum tempo, ok? Só até meu amigo Falco conseguir contornar a situação lá fora. Ela continua a me olhar com os olhos super abertos, e ... _ Oi, me chamo Matt e você está bem? _ sempre acontece isso quando me reconhecem. _ É eee, oooooi... Desculpe por isso, é que me assustei. Não estou acostumada a ver ninguém de fora por aqui, eeeé você sa sabe, só pessoas autorizadas e tal... Ela está nervosa e gaguejando e espera. Ruborizado. Ruborizando? Deus! Quem é essa mulher? _ Você pode me dizer seu nome? _ Calma Matt, calma, não assuste a menina... Ela está me olhando de um jeito curioso. De repente, um sino próximo a janela que dá para o balcão toca, nos assustando, os dois. E ela desata a falar. _ Bom então senhor Matt, _ o desdém não passou despercebido, e ela volta a falar. _ imagino que essa quantidade de mulheres que está lá fora, deve-se a sua ilustre presença. E agora, o que seria uma pré folga tranquila se transformou em uma noite de trabalho infernal e cansativa. Pois bem, já que por sua causa vou acordar super cansada, pode pegar alguns ingredientes e começar a me ajudar a preparar os lanches. Olho pra ela assustado e preciso que ela repita para ver se entendi. Ela quer que eu faça boa lanches? Ela repete tudo novamente e, bom, dou de ombros e resolvo pagar pra ver. Pois se este é o jeito de ela ficar aqui e de eu me salvar daquelas mulheres desesperadas lá fora... Eu fico






