As princesas da Máfia
As princesas da Máfia
Por: Kari
O começo de tudo

AVISO IMPORTANTE:

Este livro é a continuação de O mafioso arrogante e a mãe solteira. Fique tranquilo(a): trata-se de uma nova história, agora focada nos filhos. Ainda assim, para quem tiver interesse em conhecer a obra anterior, deixarei O Dom com Coração de Gelo indicado nas notas de autor.

Dessa forma, iniciarei apresentando o começo da história das filhas: as Princesas da Máfia.

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Brady Dawson conseguiu manter tudo sob controle por longos dezessete anos...

Mas nem sempre ele consegue controlar, e uma das coisas é a sua filha caçula. Julie e Bela cresceram unidas, parceiras e confidentes, adaptaram-se às regras do próprio pai.

Estudos em casa, professores particulares, duas princesas da máfia monitoradas por onde quer que vão, completamente protegidas. Elas têm um único amigo e primo chamado Lucas.

Bela tem dezessete anos, assim como seu primo Lucas. Já Julie chegou aos vinte e dois anos; agora está pronta para a faculdade em casa. Para ela, não é um problema: Julie é a filha que todos sonham em ter — carinhosa, conselheira e inocente. Essa inocência veio da tamanha proteção da família; é uma verdadeira princesa que trata todos bem, até mesmo os seguranças e os porteiros. Muitos sonham com ela, muitos são apaixonados, mas não ousam se aproximar, pois o olhar tão temido de Brady afasta qualquer um que ele achar não ser digno da sua filha mais velha.

Já Bela é curiosa. Nunca gostou de estudar em casa, nunca gostou de ser monitorada, vigiada. E seu primo alimenta essa revolta em seu peito, pois ele, sendo um rapaz, não tem problemas para estudar na escola mais famosa das máfias — uma escola de elite, onde os filhos dos mafiosos são selecionados, principalmente os herdeiros. Sempre que ele volta da escola, corre para o quarto dela apenas para contar, em segredo e em detalhes, como os jovens da idade deles são: populares, estilosos, bonitos...

Ela é tão curiosa... Uma vez, Lucas contou que viu a Herdeira Alemã beijando o Herdeiro da Croácia no pátio da escola. Ela aguardou o primo sair, encarou-se no espelho, observou sua própria beleza — os olhos pretos como jabuticaba, os cabelos tão compridos que parecia mais a Rapunzel do que a própria Bela dos contos; porém escuros como a noite, lisos até as coxas. Era sua marca. Sempre amou cabelos compridos. Então tocou os lábios, sentiu um pequeno frio na barriga. Algo que, por um instante, pensou que poderia acontecer... receber o primeiro beijo. Foi tão protegida que nem isso experimentou.

E ali, algo em seu íntimo despertou. Bela apertou os lábios, irritada, amarrou os cabelos, desejando, pela primeira vez, sua liberdade.

Caminhou a passos pesados pelos corredores da mansão. Abriu a porta do escritório de forma brusca, onde seu pai, Brady Dawson, trabalhava junto com seu tio Stefan. Ele parou de mexer nas planilhas, uniu as sobrancelhas, curioso com a presença da filha — principalmente ao reparar a raiva estampada naquele rosto angelical.

— Eu não quero mais estudar em casa! Eu não vou mais. Quero ir à escola com o Lucas, papai.

Brady tentou fingir que não ouviu, focando novamente no trabalho. Stefan apenas o encarou em silêncio, pois, no fundo, sabia que Bela tinha esse direito. E, claro, Bela rangeu os dentes ao perceber que estava sendo ignorada. Apressou-se e puxou a planilha que estava sobre a mesa, deixando tudo cair no chão. Colocou as mãos sobre a mesa, furiosa, encarando o pai.

— Eu quero ir para a escola dos mafiosos!

Brady riu — mas um riso amargo. Seu maior medo estava se concretizando.

— Bela...

— Não. Eu não quero mais estudar aqui! Se não permitir, irei fazer greve de alimento. Não beberei mais nada. Irei passar fome até o último dia da minha vida!

Brady duvidou que sua caçula fosse capaz. A encarou, desconfiado, e deu a sentença final. Um desafio — ambos medindo forças. Ele não estava disposto a ceder, e ela estava disposta a conseguir.

Bela não mentiu... Foram dois dias sem comer, sem beber, sem fazer nada além de ficar trancada em seu quarto, sem vontade de falar sequer com o próprio pai. Sara precisou intermediar, conversar com Brady para que Bela estudasse na escola como todos da sua idade. Até Julie, sua irmã mais velha, ficou preocupada com sua saúde.

Então Brady percebeu que lutava contra sua própria personalidade em pessoa. Entendeu que Bela não voltaria atrás — assim como ele mesmo nunca voltava.

Então, um aviso foi dado: ela poderia frequentar a escola, desde que seu primo a vigiasse, ficasse o tempo todo ao seu lado, passando todas as informações para ele. E, acima de tudo, jamais — em hipótese alguma — Bela poderia se aproximar do filho do Dom da Máfia Francesa, o herdeiro da máfia Yakuza, chamado Kaito. Filho de um francês, mas com os traços da mãe, a japonesa Hana. Ele é misterioso, calado, popular sem esforço; mesmo querendo o contrário, é endeusado por todos. Pelo charme, beleza, elegância — e, acima de tudo, porque é quente. As garotas sonham apenas com seu olhar, desejam uma única palavra direcionada a elas. Mas ele é extremamente seletivo com amizades, evita as pessoas. Quer apenas ser esquecido por essa fama, mas, sendo o único herdeiro legítimo da máfia Yakuza, é visado mesmo contra sua vontade.

E essa química, essa intensidade que existe dentro dele pode crescer. Talvez, se por um momento Bela e Kaito se encontrarem, o proibido se torne avassalador. Bela não imagina o que ele é, nem o poder que tem — e uma coisa é certa: Bela é curiosa e intensa.

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