Clarice Martins
— Ei, Martins! Como está seu filho? — Carla me aborda enquanto nos vestimos para a próxima missão.
Fiquei em silêncio. Era capaz de explodir por ela querer insistir no assunto, então não queria dar espaço algum para isso, mas estava se tornando impossível.
— Não tivemos tempo de nos cumprimentar direito. Não sei o nome de seu marido, que ninguém sabia que existia, ou do seu filho.
A encaro com sangue nos olhos.
— Vai cuidar da sua vida, Souza!
Ela apertou os dentes, preparando-se para destilar veneno:
— Se sua vida não está emocionante porque não está ao lado do delegado, faça o favor de seduzi-lo o quanto antes e leve para sua casa. Assim vocês amenizam o veneno preso dentro de vocês!
Me ergo depois de fechar a bota e caminho para longe dela. Porém, para minha infelicidade, Renkins estava de braços cruzados em frente à porta assim que tentei sair.
“Merda!”
— Então eu sou o assunto das desavenças? — parecia cheio de ego.
— Já estou pronta para a missão! — e