Clarice Martins
Ele já saía pela porta antes que eu pudesse chamar. Vi suas costas, seu tamanho, seus cabelos…
— Espera! — gritei, pegando minha bolsa pelo caminho.
Mas, quando saí pela porta, ele já não estava em lugar nenhum do corredor. Recostei-me à porta e tentei arrumar meu cabelo de imediato.
“Não há como alcançá-lo.” Ainda estava descalça, sem salto, e corria o risco de descer as escadas correndo e perder o equilíbrio pela pressa.
Também havia a possibilidade de topar com alguém na multidão e ser atingida por alguma coisa que ela tivesse consigo. Levei a mão ao ventre, por cima do vestido meio amassado.
“Posso chegar a Aziz.” Foi o que fiz.
“Eu espero que ele esteja reconhecendo a possibilidade de se tratar de uma armadilha!”
Tentei colocar o salto de forma rápida. Então, amarrei com pressa o cabelo em um rabo de cavalo.
Logo estava descendo as escadas e sendo pega pelo barman com seu olhar surpreso.
“No mínimo, viu seu chefe sair apressado e agora estava atento ao q