Clarice Martins
Ele parecia intrigado, e isso era um bom sinal.
— E o que você faz?
Inclinei a cabeça, fingindo hesitação.
— Digamos que eu conheço pessoas interessadas no tipo de produto que você vende.
Os olhos dele brilharam com interesse. Ele rodou o relógio de ouro no pulso pardo.
"Sua tranquilidade mesmo diante do meu assunto direto mostra que estou no lugar certo."
— Ah, é? Que tipo de pessoas?
Antes que eu pudesse responder, um dos seguranças se aproximou rapidamente. Fingi não me importar, desejando que não fosse problema. Vi o homem murmurar algo no ouvido dele. E então, tudo foi para o inferno.
Vitor se levantou abruptamente, derrubando a mesma mesinha onde estava minha bolsa, com a identidade falsa e celular. O segurança ao lado dele puxou uma arma. Em um instante, o clube inteiro virou um caos. Pessoas gritaram, clientes correram para a saída, e eu tive que agir rápido.
— Cuidado! — ouvi Ruan gritar pelo comunicador nos meus brincos discretos.
Antes que pudesse