POV Killian
O tempo, quando quer ser cruel, aprende a andar em silêncio.
A madrugada avança sem pedir licença. Não há relógios visíveis, mas eu sinto. No peso diferente do ar. Na forma como a cidade lá fora muda de tom. No jeito que Amara se move pela casa, já com o corpo cansado, mas relutante em dormir.
Ela prepara café como se isso pudesse atrasar o amanhecer.
Eu observo da porta da cozinha. Cada gesto dela é um lembrete do que eu perdi enquanto o mundo seguia sem mim. O cabelo preso de qual