POV Amara
Eu precisava de ar.
O bar estava quente demais, barulhento demais, cheio demais de sentimentos que ainda não tinham onde pousar. Saí pelo corredor lateral, empurrei a porta pesada e deixei a música morrer atrás de mim. A noite me abraçou com um vento fresco, quase gentil.
Foi aí que eu vi.
O carro.
Preto. Discreto. Impossível de confundir.
Meu estômago afundou antes mesmo de meu cérebro aceitar.
Killian.
Ele estava estacionado do outro lado da rua, meio escondido pela sombra das árvores. Os faróis desligados. O motor desligado. Como alguém que não queria ser visto, mas também não conseguia ir embora.
Meu coração começou a bater mais rápido. Não de susto. De reconhecimento. De tudo que ainda doía.
Eu atravessei a rua sem pensar muito. Cada passo parecia mais pesado que o anterior. Quando cheguei perto, vi a silhueta dele curvada sobre o volante, a testa apoiada nas mãos. Sozinho. Quebrado. Humano demais para o homem que ele fingia ser.
Bati no vidro.
Toc. Toc.
Ele se sobressa