POV Amara
A noite cai como quem convida.
Depois de dias que pareceram meses, o corpo pede música, luz baixa, barulho de gente viva. Não hospital. Não processos. Não vingança. Só… movimento.
— Se você disser “não”, eu vou te arrastar assim mesmo — Elise avisa, já passando batom na frente do espelho da sala de Sabrina. — E vou culpar os hormônios.
— Ela não pode beber — Sabrina lembra, prática.
— Eu sei. — Elise pisca. — Mas dançar ela pode. E muito.
Acabo cedendo. Talvez porque precise. Talvez p