POV AMARA
A porta do prédio mal tinha fechado atrás de nós e eu já estava arrependida de respirar. Dominic sangrava. Killian estava fora de si. E eu… eu estava no meio do furacão que eu mesma criei.
Dominic joga as chaves pra Sérgio, seu secretário, que o ajuda a colocar um casaco para esconder o estrago no rosto.
— Vamos. — ele diz, a voz firme apesar do corte no lábio. — Antes que ele volte.
Eu suspiro fundo, o coração disparado.
— Dominic… eu—
— Não. — ele corta, sem olhar pra mim. — Agora não é hora de conversar. A gente fala depois.
Ele me guia até o carro dele, abre a porta, me faz entrar com uma gentileza que contrasta totalmente com os hematomas crescendo no rosto dele.
Quando ele dá a partida, eu olho pela janela.
Nenhum sinal de Killian.
Mas meu corpo inteiro ainda vibra com o medo do que aconteceu e do que ainda pode acontecer.
A cidade passa como borrões. Luzes, faróis, sombras. Meu cérebro está tão cansado que parece vibrar sob o couro cabeludo.
— Dominic… pra onde estam