Capítulo 111 — Você quer jogar? Vamos jogar.
POV Beatriz
O barulho do salto ecoa pela calçada molhada como um aviso.
Cada passo meu é um golpe no chão. Cada respiração, um lembrete de que estou viva e de que o mundo, por algum motivo, ainda não desabou sobre a cabeça de quem me feriu.
A chuva fina apaga metade das luzes da rua, mas o que me guia agora não é visão. É raiva. Pura. Crua. Antiga.
Abro a porta do carro e me jogo no banco de trás. O motorista me encara pelo espelho com medo, como se sentisse o perigo. Ele devia sentir mesmo.
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