O toque suave nos lábios fez os dois ficarem paralisados.
Ademir se afastou apressado. Ele já havia perdido a conta de quantas vezes sentiu essa estranha compulsão de beijar Karina.
Com uma leve tosse, tentou disfarçar o constrangimento.
— Você não pode dizer que não está cansada. Se você não está, o bebê que está aí na sua barriga também não está?
Karina baixou a cabeça, evitando o olhar dele.
Ademir a colocou cuidadosamente no sofá, se virou e disse:
— Então, vai dormir.
Mas, na verdade, como