Karina ainda não tinha reagido. Ofegante, ela ergueu o rosto para olhar Ademir, os olhos tomados pelo medo.
Não conseguia nem imaginar o que teria acontecido se tivesse caído.
— Se assustou? — A voz de Ademir carregava um misto de culpa e carinho. Na verdade, ele também tinha se assustado.
Com o queixo apoiado na cabeça de Karina, ele murmurou baixinho:
— Desculpa, foi erro meu.
Mesmo que Karina tivesse recusado, Ademir deveria ter tido discernimento.
Numa situação dessas, como pôde