Embora Karina falasse com calma, seu coração estava esmagado.
A dor era intensa, ela sentia como se algo estivesse rasgando por dentro.
Mas quanto mais doía, mais ela se mantinha lúcida.
Empurrando Ademir gentilmente contra seu peito, ela começou a afastá-lo lentamente:
— Vai embora, já está muito tarde, eu preciso dormir.
Ela forçou um semblante cansado.
Ademir resistiu por um momento, mas não teve escolha a não ser soltá-la.
— Me deixe em paz, é melhor para nós dois. Ademir, vive