Na entrada da casa, Ademir acabava de subir o primeiro degrau quando a porta se abriu.
Ele e Karina se entreolharam, como se houvesse uma sintonia tácita entre os dois.
A noite estava um pouco fria, e no gramado úmido após a chuva, os insetos cantavam sem parar. Karina lançou um olhar de cima a baixo para ele e franziu o cenho ao comentar:
— Você não veio de carro? Como é que ainda assim está com a roupa molhada?
Karina se afastou para deixá-lo entrar. Ademir, carregando um grande saco nos braç