— Vovô. — Ademir cerrou os dentes, mas os olhos já estavam marejados.
— Me diga, o que você decidiu?
Ademir mantinha a cabeça baixa, sem dizer uma palavra.
Otávio, com toda a sua sabedoria, já havia compreendido.
— Ademir, está com pena do seu avô, não é? Não tem coragem de ver este velho continuar sofrendo assim.
Para ele, neste momento, continuar vivo já não era uma bênção.
— Vovô... — Ademir ergueu a mão, cobrindo os olhos.
Era cruel demais pedir que ele mesmo tomasse a decisão de abrir mão d