Karina chorava sem parar, a voz já embargada pelas lágrimas:
— Sim, eu vou me casar.
Do outro lado da linha, o homem se calou de repente.
O silêncio se prolongou por muito tempo.
Karina tapou a boca com a mão, temendo o som da voz dele, mas o que ecoava era apenas o próprio choro, abafando qualquer outra coisa.
Por fim, ele voltou a falar.
— Está bem.
Ademir suspirou, a voz carregada de uma resignação dolorida.
Não se sabia se falava com Karina ou se apenas tentava consolar a si mesmo:
— O Túlio