Karina chorava sem parar, a voz já embargada pelas lágrimas:
— Sim, eu vou me casar.
Do outro lado da linha, o homem se calou de repente.
O silêncio se prolongou por muito tempo.
Karina tapou a boca com a mão, temendo o som da voz dele, mas o que ecoava era apenas o próprio choro, abafando qualquer outra coisa.
Por fim, ele voltou a falar.
— Está bem.
Ademir suspirou, a voz carregada de uma resignação dolorida.
Não se sabia se falava com Karina ou se apenas tentava consolar a si mesmo:
— O Túlio é um bom homem, e também é capaz. Estar com ele vai ser bom para você.
Mesmo que ambos amassem a mesma mulher, Ademir não conseguia encontrar um defeito em Túlio.
Devia se alegrar? Ou deveria odiar?
— Karina Costa. — Ele pronunciou o nome completo dela, em um tom baixo. — Venha, fique de frente para a beira da estrada.
O quê?
Karina ficou atônita. “Por que ele está pedindo isso? Será que... Ele está aqui?”
Rapidamente, girou o corpo e olhou para a beira da estrada. Procurou ao redor, mas não co