A noite havia caído sobre a cidade como um manto pesado.
Do alto da cobertura, as luzes pareciam distantes demais, e eu me sentia igualmente longe de tudo — das pessoas, dos negócios, do controle que sempre considerei inabalável.
O copo de uísque em minha mão já era o terceiro. Talvez o quarto. O líquido âmbar refletia o brilho da cidade, e eu o observava como se dentro dele pudesse encontrar respostas.
— Ela recusou — informara o motorista mais cedo, a voz cuidadosa, como quem teme provocar um