Os dias seguintes pareciam mais longos do que qualquer outra fase da minha vida. Eu acordava antes do sol, revisava documentos enquanto meu filho ainda dormia, e fingia uma calma que não existia. Cada passo dado fora do quarto era uma tentativa de manter o controle sobre algo que, no fundo, já estava escapando de mim.
Gabriel não havia aparecido novamente, mas o bilhete que ele enviara — aquele “Você não pode me ignorar” — ainda estava dobrado na gaveta, como uma ameaça muda. Eu sabia que o sil