Helen estava em silêncio. A comida à sua frente já esfriava, e nem mesmo as provocações de Zoe conseguiam trazê-la de volta ao clima leve e animado de antes. Ethan notou cada mudança: o jeito como ela passou a mão pela nuca pela terceira vez, como seus olhos vagavam pelas janelas, inquietos, e como o sorriso já não alcançava os olhos.
Ele se inclinou para perto.
— Helen… o que foi?
Ela hesitou, como se não quisesse soar paranoica, mas por fim falou, em voz baixa:
— Eu juro que senti alguém me observando.
Zoe parou de mexer no milk-shake e encarou a cunhada.
— Tipo… sensação real ou coisa de grávida cheia de hormônio?
— Real. — disse Helen, séria. — Foi como um arrepio. Um calafrio que começou no meio das costas e subiu até a nuca. Eu nunca senti algo assim.
Ethan automaticamente ficou alerta. Seus olhos buscavam reflexos nas janelas, as ruas do lado de fora, os carros, os rostos. Mas nada chamou atenção. Ainda assim, ele conhecia Helen o suficiente para saber quando ela estava tentand