Sílvio segurava o pequeno e gelado recipiente com cuidado, como se o mundo pudesse desabar a qualquer momento. O frio do mármore da urna parecia impossível de aquecer, não importava o quanto ele tentasse envolvê-la em seus braços.
De volta ao apartamento, ele parou na entrada, olhou ao redor e, baixando a cabeça, depositou um beijo suave no topo da urna:
— Lúcia, estamos em casa. Não tenha medo, eu vou ficar ao seu lado.
A luz amarelada do abajur iluminava a sala, criando sombras suaves nas pare