Do outro lado da linha, a voz de Sílvio soou grave e firme:
— Sim, fui eu.
— Que sinceridade... — Lúcia respondeu, irritada.
Ele riu do outro lado:
— Fui eu quem fez isso. Por que eu não admitiria?
— E por que você não admite que matou alguém? Está com medo de ir para a cadeia? — Lúcia apertou o telefone com força, soltando uma risada sarcástica.
— Lúcia, eu não matei ninguém! — Ele a interrompeu, em tom de advertência.
Lúcia mordeu o lábio, furiosa. Claro que ele jamais admitiria. Como ele conf