Abelardo segurou a caneta esferográfica e escreveu numa folha:
[Quero vê-lo. Você pode ajudar a marcar um encontro?]
Lúcia observou os olhos do pai, cheios de desejo. Não sabia o que ele pretendia com Sílvio, mas tinha ciência de que esse era um dos poucos desejos que seu pai mencionara.
A culpa por ter arruinado a vida de seus pais e da família Baptista pesava sobre ela. Como poderia recusar o único pedido de Abelardo? Lúcia sentia que não tinha como dizer não, mesmo sabendo que um encontro e