O cheiro do café da manhã se espalhava pelo ar.
Abelardo, com os olhos opacos e cansados, ouviu de repente sons de briga vindos do quarto de Lúcia. Preocupado com a filha, ele rapidamente manobrou sua cadeira de rodas e deslizou em direção à porta.
Do lado de dentro, Sílvio gritava com Lúcia:
— Seus pais não te ensinaram o que é vergonha e dignidade? Não te ensinaram o que é ser fiel? Você tem coragem de chamar o nome de outro homem em um sonho? Tá querendo morrer? E ainda me encara? Vou te ensi