Ao ver as lágrimas rolarem pelas faces envelhecidas de Abelardo, Lúcia imediatamente sentiu seus próprios olhos marejarem.
Ela levantou a mão delicada, com as pontas dos dedos suaves. Antes, ela adorava manter as unhas bem longas e pintá-las com esmalte cor de cereja, o que destacava a elegância de suas mãos. Mas, desde que seu pai sofreu o acidente, ela não tinha mais ânimo para se preocupar com isso.
Lúcia limpou as lágrimas dele, devagarinho, e sorriu para o pai:
— Pai, não chore mais. Eu qu