Por mais que as marcas estivessem visíveis pelo meu corpo, eu precisava sair dali. O problema era simples: minhas roupas estavam destruídas. O vestido, reduzido a meros pedaços de tecido espalhados pelo chão, e a calcinha… bem, eu nem sabia onde tinha ido parar. Para falar a verdade, nem precisava procurar. O único vestígio que restava dela eram alguns fios rasgados que provavelmente nunca mais teriam utilidade.
Suspirei, mordendo o lábio. Vestir algo dele era minha única opção. Caminhei pelo quarto, procurando algo que pudesse cobrir meu corpo e evitar o constrangimento de andar nua pelos corredores. Meus olhos pousaram em uma das camisas largas dele, jogada displicentemente sobre a poltrona. Peguei-a sem pensar duas vezes, vestindo-a às pressas. O tecido tinha um cheiro forte dele, misturado ao cigarro e ao perfume amadeirado. Respirei fundo e segui até a porta, torcendo para que não houvesse ninguém do lado de fora. Girei a maçaneta com cautela e abri a porta devagar. Dei um passo