A senhora Helena, percebendo a situação, resolveu mudar o foco da conversa, e seguimos com o café da manhã.
Quando terminamos, comecei a ajudar com a preparação do almoço. Apesar de estar ocupada com as panelas e ingredientes, minha mente estava em outro lugar. Ou melhor, em outra pessoa. Falcão.
Meus pensamentos insistiam em voltar para ele, para a forma como ele me tocou, me tomou… e agora, para a incerteza sobre minha liberdade.
Mordi o lábio inferior. A saudade da minha tia apertava meu peito, e eu precisava saber se ele me deixaria vê-la.
Para distrair minha mente, resolvi preparar um mousse de abacaxi. Sempre gostei de doces, e aquilo me ajudaria a relaxar um pouco.
O tempo passou, e, enfim, Falcão apareceu para o almoço.
Todos nos sentamos à mesa, e o clima era leve, descontraído… pelo menos para os outros.
Minha atenção estava nele.
Será que ele me deixaria ir?
Depois do almoço, comecei a recolher os pratos com a ajuda de Sophia.
Assim que coloquei tudo sobre a pia, senti sua m