Depois daquele dia… alguma coisa mudou dentro de mim.
Não foi de uma vez. Não foi como um raio. Foi como fogo lento.
Começou pequeno. Quieto. Mas queimando sem parar.
Eu tentei continuar vivendo normalmente.
Continuei acordando cedo. Continuei trabalhando na casa-grande. Continuei ajudando Chinara. Continuei sorrindo para Gabriel como se estivesse tudo bem.
Mas não estava.
Porque toda vez que eu fechava os olhos… eu ouvia meu filho chorando.
“Negrinho.” “Filho de escrava.”
As palavras não saí