Afonso e Amir tinham acabado de chegar do trabalho quando ouviram passos apressados no corredor estreito do prédio onde moravam. O dia havia sido longo no hospital, e o cheiro de remédios ainda parecia grudado nas roupas de Afonso. Amir também carregava o cansaço estampado no rosto depois de passar horas ajudando em reuniões e escrevendo documentos ligados aos movimentos abolicionistas.
O pequeno apartamento onde viviam era simples. Dois quartos modestos, uma sala pequena, uma mesa de madeira