Jamila se deitou na cama, sentindo algo que há muito tempo não sentia: maciez. O tecido limpo, o cheiro leve… tudo era estranho demais. Ela virou de um lado para o outro algumas vezes, olhando para o teto, como se não acreditasse que estava ali.
Cada pequeno barulho fazia seu corpo se enrijecer.
Passos no corredor.
Uma porta ao longe.
O rangido da madeira.
Nada ali era familiar.
No outro canto, Chinara também não dormia. Estava deitada, olhos abertos, atenta a qualquer movimento.
— Tá acordada?