O som dos saltos de Kira cortava os corredores da clínica como chicotes no mármore. Havia pressa em seus passos, mas também um tipo de fúria contida, do tipo que assusta até quem não sabe o motivo.
Ela segurava uma pasta de documentos com força, os dedos pressionando a capa como se ela fosse uma extensão do autocontrole que tentava manter.
Ao passar pela recepção, um dos atendentes tentou chamá-la, mas Kira apenas ergueu a mão, sem parar de andar.
— Não agora. Preciso resolver algo com o doutor