Fico sentada no sofá da sala, exatamente do mesmo jeito desde que a porta se fechou atrás daquele homem. Não liguei a TV. Não mexi no celular. Não chorei alto. As lágrimas simplesmente escorrem em silêncio, caindo no tecido do vestido como pequenas confissões que ninguém escuta.
Minha mente não para.
As palavras dele voltam como um eco cruel. Ateou fogo propositalmente. Matou a própria irmã. Deveria estar presa.
Minha garganta aperta só de pensar.
Escuto o som da porta da casa se abrindo. Passo