74. Eu assino
Eron
Eu a beijo como se o mundo estivesse acabando.
Não tem delicadeza, não tem permissão, não tem amanhã. Tem só fome acumulada de anos, de décadas, de uma vida inteira segurando o que eu não podia ter.
Ela agarra minha camisa, puxa com força, suas mãos se enfiando em minha nuca, e me trazendo para mais perto. Desesperada como eu.
Minha mão desce pra cintura dela, aperto, colo o corpo dela no meu. Ela arqueia, geme dentro da minha boca, e eu perco o resto de sanidade que ainda tinha.
Sem falar