Na manhã seguinte, o prédio parecia ainda mais silencioso.
Não era um silêncio físico. O som dos teclados continuava, conversas baixas surgiam entre as mesas, telefones tocavam em intervalos regulares.
Mas havia algo diferente no ar.
Uma espécie de cautela coletiva.
Como se todos dentro da empresa soubessem que estavam atravessando um momento delicado — e que qualquer palavra dita fora do lugar poderia se transformar em algo maior.
Elara percebeu isso no instante em que atravessou o saguão