O dia amanheceu calmo, mas o ar parecia carregado — como se o silêncio escondesse algo prestes a acontecer. Mal havia dormido; as lembranças da conversa com Lucas ecoavam em minha mente, girando sem descanso.
Pela manhã, Ana apareceu no quarto com o pequeno Artur nos braços e um sorriso animado.
— Acorda, dorminhoca. Hoje você vem comigo. — disse, abrindo as cortinas e inundando o quarto de luz.
— Com você pra onde? — perguntei, ainda sonolenta.
— No shopping, ora. Preciso comprar umas cois