Capítulo 32

O amanhecer em Veneza chegou pesado, tingindo os canais de um cinza metálico. Matteo não pregara os olhos durante a noite. Deitado no sofá do pequeno escritório no museu, encarou o teto até o sol nascer, tentando controlar o turbilhão de pensamentos que não lhe dava trégua.

Sophie não atendera às suas ligações. Três tentativas, quatro mensagens de voz — todas ignoradas ou silenciadas. Matteo tentava se convencer de que ela simplesmente estava dormindo, ou ocupada. Mas o silêncio era ensurdecedor, carregado de uma ausência que gritava.

Na mente dele, as palavras de Leonardo ecoavam como uma maldição.

"Você não pode me apagar, Matteo. Ela sempre foi minha."

A porta do escritório se abriu sem aviso. O diretor do museu entrou com passos firmes, o rosto contraído. Atrás dele, dois policiais civis.

— Signor Bianchi — a voz era seca, quase acusatória — precisamos conversar.

Matteo se ergueu de imediato, o corpo rígido.

— O que aconteceu agora?

O diretor lançou um olhar duro.

— O inventário d
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