Li Wei
A música mudou. O quarteto de cordas, que até então tocava melodias suaves, fez uma pausa que pareceu durar uma vida inteira. E então, as primeiras notas da marcha nupcial começaram a flutuar pelo ar. Não era a versão tradicional, mas um arranjo mais lento, mais íntimo, que parecia ter sido composto para aquele exato momento.
A porta da capela, que havia se fechado após a entrada de Rashid e Li Lin, abriu-se pela última vez.
E o mundo inteiro parou.
Siena.
Ela estava parada na entrada, de braços dados com seu pai, a luz do sol da manhã criando uma auréola ao seu redor. O vestido de crepe de seda marfim, uma obra-prima de Lorenzo, caía sobre seu corpo com uma elegância fluida, o corte império abraçando a curva proeminente de sua barriga de quase seis meses. Ela não estava escondendo a gravidez; ela a estava celebrando. Ela era a imagem da fertilidade, da força e da beleza. Em seu cabelo, preso em um coque baixo e elegante, havia pequenas flores de café, um tributo à terra que a