111. ROSA VERMELHA
PAOLA BACKER
Depois que peguei a Mel na escola, fingi que estava tudo bem. Naquele dia não quis ir dormir em casa, preferi passar a noite na casinha do subúrbio cercada de uma falsa paz.
Não preguei os olhos um só segundo. Pensando nele. Nas coisas que talvez não deveria ter falado.
Me doía tanto que o John tivesse tido coragem de deixar a mim e filha sozinhas. Pensei nas noites em que estive a ponto de tirar a própria vida.
— Mamãe? Está tudo bem?
Estávamos as duas espremidas na cama de so