Juliana segurava o copo de papel com delicadeza.
Seus cílios longos caíam sobre os olhos, ocultando o turbilhão de pensamentos que se agitava por dentro.
Helena não insistiu. Ficou em silêncio, como se já soubesse que a resposta não viria.
Virou-se devagar, encostando os braços no corrimão de ferro gelado.
A postura era de uma calma preguiçosa, quase displicente, mas os olhos… Os olhos estavam atentos. A mente, sempre alerta.
— Eu acho que foi de propósito. — Disse ela, como quem comenta sobre o