Juliana ergueu os olhos na direção dele.
O olhar, antes apenas frio e distante, agora carregava também um traço nítido de desprezo.
A mão de Gustavo ficou suspensa no ar, congelada no meio do gesto.
O rosto dele escureceu na hora mais fechado que tampa de panela fervendo.
— Juliana!
A voz saiu grave, tensa, carregada de irritação contida.
Mesmo naquele estado, toda machucada, ela ainda fazia questão de manter a pose. Dura, orgulhosa, teimosa.
Para quê tudo isso?
Se não fosse pela insistência da