"Eva"
Eu já estava há três dias nesse lugar no meio do nada, cercada pela natureza, grilos e muitos mosquitos. Nesse lugar onde a vida parecia passar diferente, quase em câmera lenta. Até o sinal de celular era praticamente inexistente e, ainda que fosse possível, em algum lugar no meio daquelas árvores conseguir algum sinal, o meu celular estava ainda sem bateria no fundo da bolsa e eu não sentia a menor vontade de trazê-lo de volta a vida. O rio passava calmo e constante alguns metros abaixo da pequena casa e o canto dos pássaros era um lembrete de que ali, embora quieto, silencioso e no meio do nada, havia muita vida.
E naquele silêncio que parecia gritar mais que um centro urbano apinhado de gente, além das poucas palavras que eu trocava com o Elias quando ele não estava no rio, eu estava sozinha com os meus próprios pensamentos e eles eram ensurdesedores.
- Você está bem? - O Elias apareceu molhado e com as botas sujas de barro na pequena varanda onde eu estava sentada na mureta