Mundo de ficçãoIniciar sessãoUm homem, uma mulher, uma criança, um assassino em série. A vida de Bianca mais uma vez ficou de ponta a cabeça. Se alguém a dissesse que iria estar casada e com uma filha em menos de um ano, com toda a certeza tal pessoa estaria em um surto de puro delírio. Mas como a vida não e um conto de fadas, ainda mais se tratando de igor e bianca, mais uma vez nosso casal será testado a ferro e fogo. Juntos os dois tem uma missão de conseguir viver em harmonia e criar uma linda garotinha. Com o passar dos meses, Bianca percebe que seu medo e rancor desaparecem dando lugar a um sentimento que outrora já fizera perder a cabeça. O amor. Mas como o amor persegue os apaixonados, o ódio e obsessão também.
Ler maisPrólogo.O sol iluminava o corpo lindo e suado do homem ao meu lado. Ele estava ofegante, e por mais que 100 anos se passassem eu ainda ficaria completamente hipnotizada com aquele sorriso bobo.Mordi os lábios.Sentia que o meu corpo precisava de mais, o meu apetite estava voraz, e para meu esposo não seria digno de ser chamado marido se não suprisse todas as minhas necessidades.- Quer mais? - ele riu como um menino de primário.Cobri o rosto. - Nós vamos nos atrasar.Os seus dedos acariciaram o meu corpo. - Sabe o que eu faria com você...- neguei. - Eu...-- MÃE! - a porta se abria, Igor levantou os lençóis até o nosso queixo. Zola fez a cara mais estranha do mundo. - Eca... O que estão fazendo?-Pisquei. - Zoo... fora!-- Mãe, a Susan pagou o meu lápis de olho de novo, manda ela devolver.Igor ria atrás de mim. Cerrei os olhos. - Susan devolve o lápis de olho da sua irmã! - gritei da cama. - quantas vezes eu disse mocinha que não pode mexer no que não é seu?-Dois olhos curiosos s
BiancaEra estanho, não gostava de hospitais. Talvez pelo cheiro, ou quem sabe pela comida sem sal. A grande verdade era que o barulho das máquinas eram o que mais assustavam, mas não era o barulho que de fato assustava, e sim a falta dele. Um quarto silencioso dentro de uma CTI só podia significar uma coisa, morte.Segurei as mãos frias do meu esposo inerte sobre a colcha quentinha que havia posto a dois dias atrás.Os médicos diziam que ele poderia acordar a qualquer momento, e que as mãos frias eram um sinal bom, e que enquanto as palmas estivessem vermelhas não haveriam problemas. Então eu continuava ali, com uma das mãos acariciando o seu braço e a outra apoiada no queixo. A essa altura tanto Camila como o seu pai já estariam a caminho, e digamos que a reação ao saber sobre mim não havia sido uma das mais normais. Só rezava para que tudo enfim se resolvesse.- Toc toc... - a porta se abria lentamente.Sorri ao ver um velho rosto. - Renan? O que faz aqui?- Ele abraçou-me, os seus
- Larga ela caio! - Anastácia mirava uma arma na nossa direção.Me vi de escudo para seu corpo. O cabo frio de uma faca em contato com o meu pescoço me trazia calafrios, estava enjoada, mas mais que isso... Temia por meu bebê. - Ah… Então a rainha dos indefesos deu as caras - ele ria ainda me pressionando contra a faca. - Sua rata traidora. - Ele sussurrou no meu ouvido. - Put* traidora, achou que eu não tinha outra opção?... Vagabund*.- Gemi entre lágrimas.Anastásia nos olhava com cuidado - caio já chega... Onde quer parar?! Porr*...Olha a sua volta! MAS QUE PORR*!-Meu corpo tremia de forma descontrolada. E a todo momento a minha única preocupação, não era meu Marido que sangrava atrás de Anastácia, não era arma fria que pressionava o meu pescoço, ou Zola que havia chorado no colo de barbara, não...Nada mais importava.Pus as mãos na barriga, bem acima do ventre, as minhas mãos tremiam. E no meio de tudo aquilo... Dos gritos, do gosto de sangue, do frio nas mãos e do fôlego quent
BiancaEstava quente, sentia isso porque o sol banhava a minha pele. Suspirei, o ar tinha cheiro de madressilvas. Eu nunca gostei delas, tem um nome estranho e lavandas tinham um cheiro muito melhor, e apesar de tudo estava relaxada, senti o meu corpo leve como uma pluma. Sorri sentindo o sol aquecer-me, e por mais que tentasse não conseguia abrir os olhos, ou talvez o meu corpo apenas se recusasse a isso.- Precisa levantar abelhinha. - Uma voz suave acariciava o meu ouvido. - Precisa levantar...-gemi me encolhendo - não, por favor madrinha... deixa-me dormir só mais um pouco. - As suas mãos macias acariciavam o meu rosto. - Você me deve essa... a sua risada era gostosa. - Eu devo?-Assenti, me acomodando mais aquela luz quente. - Deve, você me deixou...- a voz silenciou-se. Apenas mãos acariciavam o meu rosto, abri os olhos. - Eu sinto a sua falta. - a minha madrinha ainda olhava o horizonte, em silêncio. - Posso ficar? - ela apenas suspirou como se não conseguisse ouvir-me.- ain










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